{"id":743,"date":"2026-04-29T10:22:31","date_gmt":"2026-04-29T13:22:31","guid":{"rendered":"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/?p=743"},"modified":"2026-04-29T10:49:22","modified_gmt":"2026-04-29T13:49:22","slug":"o-maquinista-e-o-mandiocal-um-causo-inesquecivel-na-estacao-recanto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/index.php\/2026\/04\/29\/o-maquinista-e-o-mandiocal-um-causo-inesquecivel-na-estacao-recanto\/","title":{"rendered":"O maquinista e o mandiocal: um &#8220;Causo&#8221; inesquec\u00edvel na Esta\u00e7\u00e3o Recanto"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size\">A hist\u00f3ria das ferrovias paulistas n\u00e3o \u00e9 feita apenas de trilhos, locomotivas potentes e hor\u00e1rios r\u00edgidos. Ela \u00e9 composta, principalmente, por seres humanos e suas peculiaridades. Entre os registros oficiais de transporte de carga e passageiros, escondem-se hist\u00f3rias que o tempo n\u00e3o apagou, preservadas pela mem\u00f3ria oral dos antigos ferrovi\u00e1rios da <strong>FEPASA<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Hoje, trazemos um &#8220;causo&#8221; emblem\u00e1tico ocorrido na <strong>Esta\u00e7\u00e3o Recanto<\/strong>, localizada entre Americana e Nova Odessa. Ela foi inaugurada em 17 de outubro de 1916; ponto de partida do hist\u00f3rico <strong>Ramal de Piracicaba<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Vamos relatar uma hist\u00f3ria que mistura a calada da noite, uma planta\u00e7\u00e3o irresist\u00edvel e um erro de principiante que virou piada eterna entre os companheiros de trilhos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>A Esta\u00e7\u00e3o de Recanto: um marco entre o progresso e a madeira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">De acordo com a pesquisa hist\u00f3rica de <strong>Ralph Giesbrecht<\/strong>, no site <em>Esta\u00e7\u00f5es Ferrovi\u00e1rias do Brasil<\/em>, a <strong>Esta\u00e7\u00e3o de Recanto<\/strong> foi inaugurada em 1916 originalmente como um posto telegr\u00e1fico. Sua fun\u00e7\u00e3o era estrat\u00e9gica: servir de apoio \u00e0 sa\u00edda do <strong>Ramal de Piracicaba<\/strong>, que se conectava \u00e0 linha tronco naquele ponto. Um detalhe arquitet\u00f4nico rar\u00edssimo apontado por Giesbrecht \u00e9 que a cabine de comando de Recanto seria, possivelmente, a \u00fanica de toda a Companhia Paulista constru\u00edda com partes em madeira, em vez da tradicional alvenaria.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/O-maquinista-e-o-mandiocal-um-Causo-inesquecivel-na-Estacao-Recanto_INTERNOTANARQUIVO-1024x683.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-745\" srcset=\"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/O-maquinista-e-o-mandiocal-um-Causo-inesquecivel-na-Estacao-Recanto_INTERNOTANARQUIVO-1024x683.png 1024w, https:\/\/tanoarquivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/O-maquinista-e-o-mandiocal-um-Causo-inesquecivel-na-Estacao-Recanto_INTERNOTANARQUIVO-300x200.png 300w, https:\/\/tanoarquivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/O-maquinista-e-o-mandiocal-um-Causo-inesquecivel-na-Estacao-Recanto_INTERNOTANARQUIVO-768x512.png 768w, https:\/\/tanoarquivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/O-maquinista-e-o-mandiocal-um-Causo-inesquecivel-na-Estacao-Recanto_INTERNOTANARQUIVO.png 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Localizada \u00e0s margens da estrada que liga Nova Odessa a Americana, a pequena esta\u00e7\u00e3o passou de um cora\u00e7\u00e3o pulsante de manobras para um estado de desola\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o abandono do ramal. Apesar de ter recebido reformas no telhado em 2005 que a rejuvenesceram temporariamente, o pr\u00e9dio sofreu descaracteriza\u00e7\u00f5es ao longo dos anos, sendo utilizado como moradia nas \u00faltimas d\u00e9cadas, restando hoje o sil\u00eancio onde antes ecoavam os apitos das locomotivas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>A Noite do &#8220;Assalto&#8221; ao Mandiocal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Contam os antigos que, pr\u00f3ximo \u00e0 linha f\u00e9rrea na regi\u00e3o do Recanto, existia um mandiocal que chamava a aten\u00e7\u00e3o de qualquer um que passasse. Era uma planta\u00e7\u00e3o vi\u00e7osa, bem cuidada, um verdadeiro col\u00edrio para os olhos de quem cruzava o ramal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Em uma determinada noite, um maquinista, cujo nome a \u00e9tica ferrovi\u00e1ria prefere manter em segredo, n\u00e3o resistiu. Ao parar a composi\u00e7\u00e3o na esta\u00e7\u00e3o, o sil\u00eancio da madrugada e a proximidade das ra\u00edzes falaram mais alto. Ele desceu da cabine, foi at\u00e9 a planta\u00e7\u00e3o e, com agilidade, colheu uma boa quantidade de mandiocas. Colocou o &#8220;botim&#8221; em um saco, subiu de volta na m\u00e1quina e seguiu viagem, certo de que o escuro da noite tinha sido seu \u00fanico c\u00famplice.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>O &#8220;RG&#8221; deixado na terra<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">O que o maquinista n\u00e3o esperava era a per\u00edcia involunt\u00e1ria do dono da planta\u00e7\u00e3o. Na manh\u00e3 seguinte, ao encontrar a terra revirada e o preju\u00edzo, o agricultor come\u00e7ou a vistoriar o local. Em meio aos restos de rama e terra batida, algo brilhou sob o sol: <strong>um ponto branco.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Ao se abaixar para recolher o objeto, o fazendeiro n\u00e3o encontrou uma raiz, mas sim o <strong>crach\u00e1 de identifica\u00e7\u00e3o oficial da FEPASA<\/strong>. O maquinista, na pressa de colher o jantar, havia deixado sua &#8220;assinatura&#8221; na cena do crime.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>O desfecho na reparti\u00e7\u00e3o em Campinas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">O dono das mandiocas n\u00e3o teve d\u00favidas. De posse do crach\u00e1, dirigiu-se aos escrit\u00f3rios da companhia em <strong>Campinas<\/strong>. A conversa com o superior foi direta: o crach\u00e1 estava l\u00e1, as mandiocas n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">O maquinista foi chamado \u00e0 sala da chefia mais cedo do que o habitual em sua escala. O di\u00e1logo, hoje parte do folclore ferrovi\u00e1rio, teria sido curto:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">&nbsp;<em>\u2014 &#8220;Foi voc\u00ea quem pegou as mandiocas l\u00e1 no Recanto?&#8221;<\/em> , perguntou o chefe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><em>\u2014 &#8220;Eu n\u00e3o sabia que tinha dono&#8230; estava perto da linha&#8230;&#8221;, <\/em>disse o maquinista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">O resultado? O valor das ra\u00edzes foi descontado do sal\u00e1rio e o funcion\u00e1rio ainda levou alguns dias de suspens\u00e3o (o famoso &#8220;gancho&#8221;).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>&#8220;Quanto t\u00e1 o quilo?&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">O castigo financeiro passou, mas a &#8220;zueira&#8221; dos companheiros de ferrovia foi eterna. Dizem que, por anos, sempre que dois trens se cruzavam e esse maquinista estava na outra cabine, os colegas abriam a janela e gritavam a plenos pulm\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">&nbsp;<strong>&#8220;\u2014 E a\u00ed, quanto t\u00e1 o quilo da mandioca hoje?&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">A resposta, geralmente, era um gesto impaciente e muitos risos que ecoavam pelos cortes e aterros da Companhia Paulista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Nota do Editor:<\/strong> Este relato foi adaptado das hist\u00f3rias narradas por antigos ferrovi\u00e1rios e registradas em obras &nbsp;de <strong>Angelo Rafael<\/strong>, que dedicam suas vidas a manter viva a chama da nossa mem\u00f3ria ferrovi\u00e1ria. Se a hist\u00f3ria \u00e9 boa, <strong>t\u00e1 no arquivo!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">Se voc\u00ea gosta de hist\u00f3ria ferrovi\u00e1ria, nostalgia e curiosidades do nosso interior, assista tamb\u00e9m os videos de nosso canal. Assista esse video completo:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"MANDIOCAL NO MEIO DOS TRILHOS? \ud83d\ude82 O segredo da Linha Tronco CP no KM 78,3\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/VBfiOtfncbI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>As fotos do video e site foram reproduzidos pelo site de <strong>Ralph Mennucci Giesbrecht<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria das ferrovias paulistas n\u00e3o \u00e9 feita apenas de trilhos, locomotivas potentes e hor\u00e1rios r\u00edgidos. 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Sua fun\u00e7\u00e3o era estrat\u00e9gica: servir de apoio \u00e0 sa\u00edda do Ramal de Piracicaba, que se conectava \u00e0 linha tronco naquele ponto. Um detalhe arquitet\u00f4nico rar\u00edssimo apontado por Giesbrecht \u00e9 que a cabine de comando de Recanto seria, possivelmente, a \u00fanica de toda a Companhia Paulista constru\u00edda com partes em madeira, em vez da tradicional alvenaria. Localizada \u00e0s margens da estrada que liga Nova Odessa a Americana, a pequena esta\u00e7\u00e3o passou de um cora\u00e7\u00e3o pulsante de manobras para um estado de desola\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o abandono do ramal. Apesar de ter recebido reformas no telhado em 2005 que a rejuvenesceram temporariamente, o pr\u00e9dio sofreu descaracteriza\u00e7\u00f5es ao longo dos anos, sendo utilizado como moradia nas \u00faltimas d\u00e9cadas, restando hoje o sil\u00eancio onde antes ecoavam os apitos das locomotivas. A Noite do &#8220;Assalto&#8221; ao Mandiocal Contam os antigos que, pr\u00f3ximo \u00e0 linha f\u00e9rrea na regi\u00e3o do Recanto, existia um mandiocal que chamava a aten\u00e7\u00e3o de qualquer um que passasse. Era uma planta\u00e7\u00e3o vi\u00e7osa, bem cuidada, um verdadeiro col\u00edrio para os olhos de quem cruzava o ramal. Em uma determinada noite, um maquinista, cujo nome a \u00e9tica ferrovi\u00e1ria prefere manter em segredo, n\u00e3o resistiu. Ao parar a composi\u00e7\u00e3o na esta\u00e7\u00e3o, o sil\u00eancio da madrugada e a proximidade das ra\u00edzes falaram mais alto. Ele desceu da cabine, foi at\u00e9 a planta\u00e7\u00e3o e, com agilidade, colheu uma boa quantidade de mandiocas. Colocou o &#8220;botim&#8221; em um saco, subiu de volta na m\u00e1quina e seguiu viagem, certo de que o escuro da noite tinha sido seu \u00fanico c\u00famplice. O &#8220;RG&#8221; deixado na terra O que o maquinista n\u00e3o esperava era a per\u00edcia involunt\u00e1ria do dono da planta\u00e7\u00e3o. Na manh\u00e3 seguinte, ao encontrar a terra revirada e o preju\u00edzo, o agricultor come\u00e7ou a vistoriar o local. Em meio aos restos de rama e terra batida, algo brilhou sob o sol: um ponto branco. Ao se abaixar para recolher o objeto, o fazendeiro n\u00e3o encontrou uma raiz, mas sim o crach\u00e1 de identifica\u00e7\u00e3o oficial da FEPASA. O maquinista, na pressa de colher o jantar, havia deixado sua &#8220;assinatura&#8221; na cena do crime. O desfecho na reparti\u00e7\u00e3o em Campinas O dono das mandiocas n\u00e3o teve d\u00favidas. De posse do crach\u00e1, dirigiu-se aos escrit\u00f3rios da companhia em Campinas. A conversa com o superior foi direta: o crach\u00e1 estava l\u00e1, as mandiocas n\u00e3o. O maquinista foi chamado \u00e0 sala da chefia mais cedo do que o habitual em sua escala. O di\u00e1logo, hoje parte do folclore ferrovi\u00e1rio, teria sido curto: &nbsp;\u2014 &#8220;Foi voc\u00ea quem pegou as mandiocas l\u00e1 no Recanto?&#8221; , perguntou o chefe. \u2014 &#8220;Eu n\u00e3o sabia que tinha dono&#8230; estava perto da linha&#8230;&#8221;, disse o maquinista. O resultado? O valor das ra\u00edzes foi descontado do sal\u00e1rio e o funcion\u00e1rio ainda levou alguns dias de suspens\u00e3o (o famoso &#8220;gancho&#8221;). &#8220;Quanto t\u00e1 o quilo?&#8221; O castigo financeiro passou, mas a &#8220;zueira&#8221; dos companheiros de ferrovia foi eterna. Dizem que, por anos, sempre que dois trens se cruzavam e esse maquinista estava na outra cabine, os colegas abriam a janela e gritavam a plenos pulm\u00f5es: &nbsp;&#8220;\u2014 E a\u00ed, quanto t\u00e1 o quilo da mandioca hoje?&#8221; A resposta, geralmente, era um gesto impaciente e muitos risos que ecoavam pelos cortes e aterros da Companhia Paulista. Nota do Editor: Este relato foi adaptado das hist\u00f3rias narradas por antigos ferrovi\u00e1rios e registradas em obras &nbsp;de Angelo Rafael, que dedicam suas vidas a manter viva a chama da nossa mem\u00f3ria ferrovi\u00e1ria. Se a hist\u00f3ria \u00e9 boa, t\u00e1 no arquivo! Se voc\u00ea gosta de hist\u00f3ria ferrovi\u00e1ria, nostalgia e curiosidades do nosso interior, assista tamb\u00e9m os videos de nosso canal. 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