{"id":107,"date":"2025-08-25T17:42:43","date_gmt":"2025-08-25T17:42:43","guid":{"rendered":"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/?p=107"},"modified":"2025-08-25T17:42:43","modified_gmt":"2025-08-25T17:42:43","slug":"cordeiropolis-pode-ter-mais-de-200-anos-uma-historia-que-desafia-os-registros-oficiais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/index.php\/2025\/08\/25\/cordeiropolis-pode-ter-mais-de-200-anos-uma-historia-que-desafia-os-registros-oficiais\/","title":{"rendered":"Cordeir\u00f3polis pode ter mais de 200 anos? Uma hist\u00f3ria que desafia os registros oficiais"},"content":{"rendered":"\n<p>Voc\u00ea sabia que <strong>Cordeir\u00f3polis pode ser muito mais antiga do que imaginamos?<\/strong><br>Embora o marco oficial de funda\u00e7\u00e3o seja o ano de 1886, existe a possibilidade de que a cidade tenha <strong>mais de 200 anos de hist\u00f3ria<\/strong>, segundo mem\u00f3rias preservadas por antigos moradores.<\/p>\n\n\n\n<p>Em uma reportagem especial publicada pelo <strong>Jornal Expresso<\/strong> em <strong>janeiro de 2008<\/strong>, foi registrado um valioso depoimento do senhor <strong>Antonio Reinaldo Meneghin<\/strong>, que na \u00e9poca contava aos <strong>88 anos de idade<\/strong>. Ele faleceu alguns anos depois, mas deixou um relato rico e convincente, baseado nas hist\u00f3rias que ouviu de seus <strong>bisav\u00f3s ainda na inf\u00e2ncia<\/strong>, sobre o antigo povoado chamado <strong>\u201cCordeiro\u201d<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"719\" height=\"682\" data-id=\"108\" src=\"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Meneghin_tanoarquivo.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-108\" srcset=\"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Meneghin_tanoarquivo.jpg 719w, https:\/\/tanoarquivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Meneghin_tanoarquivo-300x285.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 719px) 100vw, 719px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Antonio Meneghin (in memoriam)<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>Apesar de os registros hist\u00f3ricos mais concretos virem das pesquisas do historiador <strong>Paulo C\u00e9sar Tamiazo<\/strong>, que identificou no jornal <em>O Estado de S\u00e3o Paulo<\/em>, datado de <strong>14 de mar\u00e7o de 1886<\/strong>, a not\u00edcia sobre o in\u00edcio das obras da <strong>Capela de Santo Ant\u00f4nio dos Cordeiros<\/strong>  origem reconhecida do povoado , os relatos do senhor Meneghin <strong>trazem luz a uma hist\u00f3ria ainda mais remota<\/strong>.<br>Afinal, se a capela seria constru\u00edda, <strong>\u00e9 sinal de que j\u00e1 havia um povoamento anterior organizado na regi\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cCordeiro\u201d antes da funda\u00e7\u00e3o: mem\u00f3rias de um tempo esquecido<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O senhor Meneghin revelou na entrevista:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMeu av\u00f4 sempre contava que por aqui passaram os Bandeirantes. O governador da \u00e9poca mandava que as pessoas viajassem 47 l\u00e9guas para o norte do Estado, e eles vinham parar aqui, onde montaram uma f\u00e1brica de cordas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, essa <strong>f\u00e1brica de cordas<\/strong> estaria localizada onde hoje \u00e9 a <strong>avenida Wilson Di\u00f3rio<\/strong>, nas proximidades do atual posto de gasolina. O senhor ainda relatou que no local havia uma <strong>roda d\u2019\u00e1gua usada para enrolar os fios<\/strong>, tecnologia comum na \u00e9poca colonial.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora esses relatos n\u00e3o tenham comprova\u00e7\u00e3o documental, \u00e9 importante lembrar que <strong>muito da hist\u00f3ria antiga n\u00e3o foi registrada oficialmente<\/strong>, e muitas vezes se perpetuou apenas <strong>na mem\u00f3ria  dos moradores<\/strong>. Isso nos permite considerar com carinho e aten\u00e7\u00e3o essa possibilidade: <strong>a de que Cordeir\u00f3polis possa ter sido habitada e desenvolvida muito antes de 1886<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que os documentos revelam<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa feita por Tamiazo revelou que <strong>cinco dias antes<\/strong> da publica\u00e7\u00e3o da not\u00edcia no jornal <em>O Estado de S\u00e3o Paulo<\/em>, ou seja, em <strong>9 de mar\u00e7o de 1886<\/strong>, haviam come\u00e7ado os trabalhos de constru\u00e7\u00e3o da capela o que hoje \u00e9 a <strong>Igreja Matriz de Santo Ant\u00f4nio<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse fato, considerado o marco inaugural do munic\u00edpio, <strong>corrige o equ\u00edvoco hist\u00f3rico que constava no bras\u00e3o e na bandeira da cidade, que indicavam 1889 como data de funda\u00e7\u00e3o<\/strong>. Ap\u00f3s as comprova\u00e7\u00f5es, a <strong>C\u00e2mara Municipal ajustou oficialmente a lei dos s\u00edmbolos municipais em 1993<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Curiosamente, antes dessa descoberta no jornal, j\u00e1 existia um <strong>documento datado de 30 de mar\u00e7o de 1886<\/strong>, que registrava a <strong>venda de terrenos<\/strong> no ent\u00e3o povoado. Isso refor\u00e7a ainda mais a ideia de que <strong>o povoamento j\u00e1 existia antes da funda\u00e7\u00e3o oficial<\/strong>, corroborando parte do que foi contado pelo senhor Meneghin.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Antes de Cordeir\u00f3polis, um mar de fazendas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Muito antes da cidade, a regi\u00e3o era terra de grandes propriedades rurais. J\u00e1 em 1817, o Governo de S\u00e3o Paulo come\u00e7ava a oficializar as posses. Foi assim que surgiram nomes importantes como a Fazenda Ibicaba e a Sesmaria do Cascalho.<\/p>\n\n\n\n<p>O solo que hoje cal\u00e7a ruas e avenidas foi, um dia, cen\u00e1rio da transi\u00e7\u00e3o entre cana-de-a\u00e7\u00facar e caf\u00e9. E foi o caf\u00e9 que acabou mudando tudo: exigiu infraestrutura, atraiu m\u00e3o de obra e aproximou o interior do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O trem que mudou o destino \u2013 1876<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Campinas e Rio Claro foram conectadas pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro. E no meio do caminho, uma parada: a Esta\u00e7\u00e3o do Cordeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Ali, onde hoje passam carros e moradores apressados, o apito do trem anunciava progresso. Era o in\u00edcio do adensamento urbano. Era o pren\u00fancio da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cascalho \u2013 o bairro que impulsionou o crescimento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea sabia que o <strong>bairro Cascalho foi o primeiro n\u00facleo colonial oficial do Estado de S\u00e3o Paulo?<\/strong><br>Sim, fundado em 1884, a partir de terras compradas de Domingos Nogueira Jaguaribe, o n\u00facleo foi criado para acolher imigrantes em um Brasil rec\u00e9m-sa\u00eddo da escravid\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Cascalho trouxe movimento. Gente nova. Com\u00e9rcio. Produ\u00e7\u00e3o. E mais do que isso: consolidou a Esta\u00e7\u00e3o do Cordeiro como ponto vital da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>De povoado \u00e0 Capela de Santo Ant\u00f4nio do Cordeiro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto Cascalho florescia, outro nome come\u00e7ava a se fixar: Manoel Barbosa Guimar\u00e3es. Foi ele quem loteou terras pr\u00f3ximas e deu in\u00edcio ao que seria o n\u00facleo urbano da futura cidade, nomeado como Capela de Santo Ant\u00f4nio do Cordeiro, provavelmente em 1885.<\/p>\n\n\n\n<p>O pequeno com\u00e9rcio crescia, os trilhos levavam e traziam esperan\u00e7a, e a capela reunia moradores em f\u00e9 e festa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O nascimento oficial e a mudan\u00e7a de nome &#8211; 1899.<\/strong><br>Com\u00e9rcio se fortalecendo e agricultura pujante fizeram a vila se tornar distrito de paz. Foi reconhecida pela Lei Estadual n\u00ba 645.<\/p>\n\n\n\n<p>Anos depois, em 1943, por plebiscito, o nome mudou: de Cordeiro para <strong>Cordeir\u00f3polis<\/strong>, agora com o \u201cpolis\u201d de cidade, de povo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1948, o ciclo se completava. Cordeir\u00f3polis se tornava munic\u00edpio independente por meio da Lei Estadual n\u00ba 233, sancionada em 24 de dezembro. Um presente de Natal hist\u00f3rico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Seda, cer\u00e2mica e o futuro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Poucos sabem, mas o primeiro parque industrial de Cordeir\u00f3polis surgiu com a produ\u00e7\u00e3o de seda. Depois, a cidade foi se reinventando, e a cer\u00e2mica se tornou a nova for\u00e7a econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, no ano de 2025, se aproximando dos 140 anos de hist\u00f3ria (considerando oficial), a cidade continua sendo escrita \u2014 pelas m\u00e3os dos que chegaram, dos que ficaram e dos que n\u00e3o esquecem suas ra\u00edzes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<em>Cordeir\u00f3polis n\u00e3o come\u00e7ou com asfalto e sem\u00e1foros. Come\u00e7ou com f\u00e9, imigra\u00e7\u00e3o, estrada de ferro e uma capela. Come\u00e7ou com coragem.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Queremos saber: voc\u00ea conhece hist\u00f3rias antigas da cidade? Tem fotos, lembran\u00e7as ou curiosidades da \u00e9poca da Esta\u00e7\u00e3o do Cordeiro ou da Capela de Santo Ant\u00f4nio?<\/p>\n\n\n\n<p><br>&nbsp;Mande pra gente. Aqui, a mem\u00f3ria n\u00e3o se perde. Ela se eterniza. Porque se a hist\u00f3ria \u00e9 boa, <strong>T\u00e1 no Arquivo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea sabia que Cordeir\u00f3polis pode ser muito mais antiga do que imaginamos?Embora o marco oficial de funda\u00e7\u00e3o seja o ano de 1886, existe a possibilidade de que a cidade tenha mais de 200 anos de hist\u00f3ria, segundo mem\u00f3rias preservadas por antigos moradores. Em uma reportagem especial publicada pelo Jornal Expresso em janeiro de 2008, foi registrado um valioso depoimento do senhor Antonio Reinaldo Meneghin, que na \u00e9poca contava aos 88 anos de idade. Ele faleceu alguns anos depois, mas deixou um relato rico e convincente, baseado nas hist\u00f3rias que ouviu de seus bisav\u00f3s ainda na inf\u00e2ncia, sobre o antigo povoado chamado \u201cCordeiro\u201d. Apesar de os registros hist\u00f3ricos mais concretos virem das pesquisas do historiador Paulo C\u00e9sar Tamiazo, que identificou no jornal O Estado de S\u00e3o Paulo, datado de 14 de mar\u00e7o de 1886, a not\u00edcia sobre o in\u00edcio das obras da Capela de Santo Ant\u00f4nio dos Cordeiros origem reconhecida do povoado , os relatos do senhor Meneghin trazem luz a uma hist\u00f3ria ainda mais remota.Afinal, se a capela seria constru\u00edda, \u00e9 sinal de que j\u00e1 havia um povoamento anterior organizado na regi\u00e3o. \u201cCordeiro\u201d antes da funda\u00e7\u00e3o: mem\u00f3rias de um tempo esquecido O senhor Meneghin revelou na entrevista: \u201cMeu av\u00f4 sempre contava que por aqui passaram os Bandeirantes. 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O que os documentos revelam A pesquisa feita por Tamiazo revelou que cinco dias antes da publica\u00e7\u00e3o da not\u00edcia no jornal O Estado de S\u00e3o Paulo, ou seja, em 9 de mar\u00e7o de 1886, haviam come\u00e7ado os trabalhos de constru\u00e7\u00e3o da capela o que hoje \u00e9 a Igreja Matriz de Santo Ant\u00f4nio. Esse fato, considerado o marco inaugural do munic\u00edpio, corrige o equ\u00edvoco hist\u00f3rico que constava no bras\u00e3o e na bandeira da cidade, que indicavam 1889 como data de funda\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s as comprova\u00e7\u00f5es, a C\u00e2mara Municipal ajustou oficialmente a lei dos s\u00edmbolos municipais em 1993. Curiosamente, antes dessa descoberta no jornal, j\u00e1 existia um documento datado de 30 de mar\u00e7o de 1886, que registrava a venda de terrenos no ent\u00e3o povoado. Isso refor\u00e7a ainda mais a ideia de que o povoamento j\u00e1 existia antes da funda\u00e7\u00e3o oficial, corroborando parte do que foi contado pelo senhor Meneghin. 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Cascalho \u2013 o bairro que impulsionou o crescimento Voc\u00ea sabia que o bairro Cascalho foi o primeiro n\u00facleo colonial oficial do Estado de S\u00e3o Paulo?Sim, fundado em 1884, a partir de terras compradas de Domingos Nogueira Jaguaribe, o n\u00facleo foi criado para acolher imigrantes em um Brasil rec\u00e9m-sa\u00eddo da escravid\u00e3o. Cascalho trouxe movimento. Gente nova. Com\u00e9rcio. Produ\u00e7\u00e3o. E mais do que isso: consolidou a Esta\u00e7\u00e3o do Cordeiro como ponto vital da regi\u00e3o. De povoado \u00e0 Capela de Santo Ant\u00f4nio do Cordeiro Enquanto Cascalho florescia, outro nome come\u00e7ava a se fixar: Manoel Barbosa Guimar\u00e3es. Foi ele quem loteou terras pr\u00f3ximas e deu in\u00edcio ao que seria o n\u00facleo urbano da futura cidade, nomeado como Capela de Santo Ant\u00f4nio do Cordeiro, provavelmente em 1885. O pequeno com\u00e9rcio crescia, os trilhos levavam e traziam esperan\u00e7a, e a capela reunia moradores em f\u00e9 e festa. O nascimento oficial e a mudan\u00e7a de nome &#8211; 1899.Com\u00e9rcio se fortalecendo e agricultura pujante fizeram a vila se tornar distrito de paz. Foi reconhecida pela Lei Estadual n\u00ba 645. Anos depois, em 1943, por plebiscito, o nome mudou: de Cordeiro para Cordeir\u00f3polis, agora com o \u201cpolis\u201d de cidade, de povo. Em 1948, o ciclo se completava. Cordeir\u00f3polis se tornava munic\u00edpio independente por meio da Lei Estadual n\u00ba 233, sancionada em 24 de dezembro. Um presente de Natal hist\u00f3rico. Seda, cer\u00e2mica e o futuro Poucos sabem, mas o primeiro parque industrial de Cordeir\u00f3polis surgiu com a produ\u00e7\u00e3o de seda. Depois, a cidade foi se reinventando, e a cer\u00e2mica se tornou a nova for\u00e7a econ\u00f4mica. Hoje, no ano de 2025, se aproximando dos 140 anos de hist\u00f3ria (considerando oficial), a cidade continua sendo escrita \u2014 pelas m\u00e3os dos que chegaram, dos que ficaram e dos que n\u00e3o esquecem suas ra\u00edzes. Conclus\u00e3o &nbsp;Cordeir\u00f3polis n\u00e3o come\u00e7ou com asfalto e sem\u00e1foros. Come\u00e7ou com f\u00e9, imigra\u00e7\u00e3o, estrada de ferro e uma capela. Come\u00e7ou com coragem. Queremos saber: voc\u00ea conhece hist\u00f3rias antigas da cidade? Tem fotos, lembran\u00e7as ou curiosidades da \u00e9poca da Esta\u00e7\u00e3o do Cordeiro ou da Capela de Santo Ant\u00f4nio? &nbsp;Mande pra gente. Aqui, a mem\u00f3ria n\u00e3o se perde. Ela se eterniza. 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