{"id":113,"date":"2025-09-05T17:35:44","date_gmt":"2025-09-05T20:35:44","guid":{"rendered":"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/?page_id=113"},"modified":"2025-09-05T17:59:20","modified_gmt":"2025-09-05T20:59:20","slug":"inicio","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/","title":{"rendered":"In\u00edcio"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-page\" data-elementor-id=\"113\" class=\"elementor elementor-113\" data-elementor-post-type=\"page\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-d7c2ab0 e-flex e-con-boxed wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no wpr-equal-height-no e-con e-parent\" data-id=\"d7c2ab0\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-dfec621 elementor-hidden-tablet elementor-hidden-mobile elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"dfec621\" 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class=\"elementor-post-date\">\n\t\t\t29 de abril de 2026\t\t<\/span>\n\t\t\t\t<span class=\"elementor-post-avatar\">\n\t\t\tNenhum coment\u00e1rio\t\t<\/span>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-post__excerpt\">\n\t\t\t<p>A hist\u00f3ria das ferrovias paulistas n\u00e3o \u00e9 feita apenas de trilhos, locomotivas potentes e hor\u00e1rios r\u00edgidos. Ela \u00e9 composta, principalmente, por seres humanos e suas peculiaridades. Entre os registros oficiais de transporte de carga e passageiros, escondem-se hist\u00f3rias que o tempo n\u00e3o apagou, preservadas pela mem\u00f3ria oral dos antigos ferrovi\u00e1rios da FEPASA. Hoje, trazemos um &#8220;causo&#8221; emblem\u00e1tico ocorrido na Esta\u00e7\u00e3o Recanto, localizada entre Americana e Nova Odessa. Ela foi inaugurada em 17 de outubro de 1916; ponto de partida do hist\u00f3rico Ramal de Piracicaba. Vamos relatar uma hist\u00f3ria que mistura a calada da noite, uma planta\u00e7\u00e3o irresist\u00edvel e um erro de principiante que virou piada eterna entre os companheiros de trilhos. A Esta\u00e7\u00e3o de Recanto: um marco entre o progresso e a madeira De acordo com a pesquisa hist\u00f3rica de Ralph Giesbrecht, no site Esta\u00e7\u00f5es Ferrovi\u00e1rias do Brasil, a Esta\u00e7\u00e3o de Recanto foi inaugurada em 1916 originalmente como um posto telegr\u00e1fico. Sua fun\u00e7\u00e3o era estrat\u00e9gica: servir de apoio \u00e0 sa\u00edda do Ramal de Piracicaba, que se conectava \u00e0 linha tronco naquele ponto. Um detalhe arquitet\u00f4nico rar\u00edssimo apontado por Giesbrecht \u00e9 que a cabine de comando de Recanto seria, possivelmente, a \u00fanica de toda a Companhia Paulista constru\u00edda com partes em madeira, em vez da tradicional alvenaria. Localizada \u00e0s margens da estrada que liga Nova Odessa a Americana, a pequena esta\u00e7\u00e3o passou de um cora\u00e7\u00e3o pulsante de manobras para um estado de desola\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o abandono do ramal. Apesar de ter recebido reformas no telhado em 2005 que a rejuvenesceram temporariamente, o pr\u00e9dio sofreu descaracteriza\u00e7\u00f5es ao longo dos anos, sendo utilizado como moradia nas \u00faltimas d\u00e9cadas, restando hoje o sil\u00eancio onde antes ecoavam os apitos das locomotivas. A Noite do &#8220;Assalto&#8221; ao Mandiocal Contam os antigos que, pr\u00f3ximo \u00e0 linha f\u00e9rrea na regi\u00e3o do Recanto, existia um mandiocal que chamava a aten\u00e7\u00e3o de qualquer um que passasse. Era uma planta\u00e7\u00e3o vi\u00e7osa, bem cuidada, um verdadeiro col\u00edrio para os olhos de quem cruzava o ramal. Em uma determinada noite, um maquinista, cujo nome a \u00e9tica ferrovi\u00e1ria prefere manter em segredo, n\u00e3o resistiu. Ao parar a composi\u00e7\u00e3o na esta\u00e7\u00e3o, o sil\u00eancio da madrugada e a proximidade das ra\u00edzes falaram mais alto. Ele desceu da cabine, foi at\u00e9 a planta\u00e7\u00e3o e, com agilidade, colheu uma boa quantidade de mandiocas. Colocou o &#8220;botim&#8221; em um saco, subiu de volta na m\u00e1quina e seguiu viagem, certo de que o escuro da noite tinha sido seu \u00fanico c\u00famplice. O &#8220;RG&#8221; deixado na terra O que o maquinista n\u00e3o esperava era a per\u00edcia involunt\u00e1ria do dono da planta\u00e7\u00e3o. Na manh\u00e3 seguinte, ao encontrar a terra revirada e o preju\u00edzo, o agricultor come\u00e7ou a vistoriar o local. Em meio aos restos de rama e terra batida, algo brilhou sob o sol: um ponto branco. Ao se abaixar para recolher o objeto, o fazendeiro n\u00e3o encontrou uma raiz, mas sim o crach\u00e1 de identifica\u00e7\u00e3o oficial da FEPASA. O maquinista, na pressa de colher o jantar, havia deixado sua &#8220;assinatura&#8221; na cena do crime. O desfecho na reparti\u00e7\u00e3o em Campinas O dono das mandiocas n\u00e3o teve d\u00favidas. De posse do crach\u00e1, dirigiu-se aos escrit\u00f3rios da companhia em Campinas. A conversa com o superior foi direta: o crach\u00e1 estava l\u00e1, as mandiocas n\u00e3o. O maquinista foi chamado \u00e0 sala da chefia mais cedo do que o habitual em sua escala. O di\u00e1logo, hoje parte do folclore ferrovi\u00e1rio, teria sido curto: &nbsp;\u2014 &#8220;Foi voc\u00ea quem pegou as mandiocas l\u00e1 no Recanto?&#8221; , perguntou o chefe. \u2014 &#8220;Eu n\u00e3o sabia que tinha dono&#8230; estava perto da linha&#8230;&#8221;, disse o maquinista. O resultado? O valor das ra\u00edzes foi descontado do sal\u00e1rio e o funcion\u00e1rio ainda levou alguns dias de suspens\u00e3o (o famoso &#8220;gancho&#8221;). &#8220;Quanto t\u00e1 o quilo?&#8221; O castigo financeiro passou, mas a &#8220;zueira&#8221; dos companheiros de ferrovia foi eterna. Dizem que, por anos, sempre que dois trens se cruzavam e esse maquinista estava na outra cabine, os colegas abriam a janela e gritavam a plenos pulm\u00f5es: &nbsp;&#8220;\u2014 E a\u00ed, quanto t\u00e1 o quilo da mandioca hoje?&#8221; A resposta, geralmente, era um gesto impaciente e muitos risos que ecoavam pelos cortes e aterros da Companhia Paulista. Nota do Editor: Este relato foi adaptado das hist\u00f3rias narradas por antigos ferrovi\u00e1rios e registradas em obras &nbsp;de Angelo Rafael, que dedicam suas vidas a manter viva a chama da nossa mem\u00f3ria ferrovi\u00e1ria. Se a hist\u00f3ria \u00e9 boa, t\u00e1 no arquivo! Se voc\u00ea gosta de hist\u00f3ria ferrovi\u00e1ria, nostalgia e curiosidades do nosso interior, assista tamb\u00e9m os videos de nosso canal. Assista esse video completo: As fotos do video e site foram reproduzidos pelo site de Ralph Mennucci Giesbrecht.<\/p>\n\t\t<\/div>\n\t\t\n\t\t<a class=\"elementor-post__read-more\" href=\"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/index.php\/2026\/04\/29\/o-maquinista-e-o-mandiocal-um-causo-inesquecivel-na-estacao-recanto\/\" aria-label=\"Leia mais sobre O maquinista e o mandiocal: um &#8220;Causo&#8221; inesquec\u00edvel na Esta\u00e7\u00e3o Recanto\" tabindex=\"-1\">\n\t\t\tLeia Mais \u00bb\t\t<\/a>\n\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/article>\n\t\t\t\t<article class=\"elementor-post elementor-grid-item post-728 post type-post status-publish format-standard has-post-thumbnail hentry category-historia\" role=\"listitem\">\n\t\t\t\t<a class=\"elementor-post__thumbnail__link\" href=\"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/index.php\/2026\/03\/11\/quando-o-futsal-venceu-o-cinema-a-historia-emocionante-do-bossa-nova-em-santa-gertrudes\/\" tabindex=\"-1\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-post__thumbnail\"><img decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"171\" src=\"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/rivalidadefutsalcinemaemsantagertrudestanoarquivo-300x171.jpeg\" class=\"attachment-medium size-medium wp-image-729\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/rivalidadefutsalcinemaemsantagertrudestanoarquivo-300x171.jpeg 300w, https:\/\/tanoarquivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/rivalidadefutsalcinemaemsantagertrudestanoarquivo.jpeg 758w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/div>\n\t\t<\/a>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-post__text\">\n\t\t\t\t<h3 class=\"elementor-post__title\">\n\t\t\t<a href=\"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/index.php\/2026\/03\/11\/quando-o-futsal-venceu-o-cinema-a-historia-emocionante-do-bossa-nova-em-santa-gertrudes\/\">\n\t\t\t\tQuando o Futsal venceu o Cinema: A hist\u00f3ria emocionante do Bossa Nova em Santa Gertrudes\t\t\t<\/a>\n\t\t<\/h3>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-post__meta-data\">\n\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-post-date\">\n\t\t\t11 de mar\u00e7o de 2026\t\t<\/span>\n\t\t\t\t<span class=\"elementor-post-avatar\">\n\t\t\tNenhum coment\u00e1rio\t\t<\/span>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-post__excerpt\">\n\t\t\t<p>Havia um tempo em Santa Gertrudes em que as noites pertenciam ao cinema. As pessoas se reuniam nas sess\u00f5es, comentavam os filmes, criavam seus rituais. Mas em 1960, algo mudou para sempre o ritmo da cidade. E n\u00e3o foi uma revolu\u00e7\u00e3o barulhenta , foi uma quadra de futsal sendo erguida tijolo por tijolo, com as m\u00e3os calejadas de quem acreditava que o esporte podia unir mais do que qualquer telona. O Dinda e o sonho de uma quadra Tudo come\u00e7ou com o Dinda, o introdutor do futebol de sal\u00e3o em Santa Gertrudes. N\u00e3o era um homem rico, n\u00e3o tinha grandes recursos. Mas tinha vis\u00e3o. Em 1960, na rua 04, esquina com a avenida 03, come\u00e7ou a ser constru\u00edda uma quadra que mudaria a hist\u00f3ria do esporte na cidade. O terreno foi doado pela fam\u00edlia Buschinelli, &nbsp;gente simples que entendia o valor de um espa\u00e7o para a juventude se encontrar. Os tijolos vieram das m\u00e3os generosas da fam\u00edlia Pascon. E quando a noite ca\u00eda e era preciso iluminar aquele sonho em constru\u00e7\u00e3o, l\u00e1 estava o sr. Armando Craveiro D&#8217;Almeida, garantindo que a luz n\u00e3o faltasse. A quadra passou a se chamar quadra do UCA &#8211; Unidos Clube Atl\u00e9tico. Hoje, quem passa por ali v\u00ea apenas uma casa. Mas as paredes ainda guardam a mem\u00f3ria dos gritos de &#8220;gol&#8221;, das disputas acirradas, do suor que molhou aquele ch\u00e3o de cimento. A guerra entre o cinema e a bola Na \u00e9poca, houve um conflito que parecia bobo, mas revelava algo muito humano: a resist\u00eancia \u00e0 mudan\u00e7a. O cinema local estava acostumado com suas sess\u00f5es lotadas, com o ritual sagrado das noites de filme. De repente, aparecia ali uma quadra, com jogos realizados \u00e0 noite, roubando a aten\u00e7\u00e3o &nbsp;e a popula\u00e7\u00e3o. As pessoas deixaram de frequentar o cinema. Preferiam o calor da torcida, a imprevisibilidade da bola quicando, a emo\u00e7\u00e3o de torcer pelos vizinhos, pelos amigos, pelos filhos. O cinema reclamou. Houve debates. Tens\u00e3o no ar. Mas sabe como \u00e9: quando o povo escolhe, n\u00e3o h\u00e1 argumento que conven\u00e7a. E o povo de Santa Gertrudes escolheu o futsal. Logo se chegou a um consenso sensato e tipicamente brasileiro: os jogos passaram a ser realizados nos dias em que n\u00e3o havia sess\u00e3o no cinema. Problema resolvido. Cinema e esporte aprenderam a dividir o mesmo c\u00e9u estrelado de Santa Gertrudes. O E.C. Bossa Nova: muito mais que um nome Este fato foi relatado por uma pessoa da \u00e9poca, algu\u00e9m que viveu aqueles dias, sentiu aquela emo\u00e7\u00e3o, viu a cidade se transformar. O time da foto \u00e9 de 1960, montado pelo italiano Italo Pagni, e se chamava E.C. Bossa Nova. Que nome! Bossa Nova. A mesma \u00e9poca em que o Brasil inteiro se rendia aos acordes de Jo\u00e3o Gilberto, Tom Jobim e Vinicius de Moraes, Santa Gertrudes tinha seu pr\u00f3prio Bossa Nova, n\u00e3o de viol\u00e3o e voz suave, mas de chuteiras, suor e garra. Os craques que fizeram hist\u00f3ria Olhamos para aquela foto de 1960 e vejo mais do que jogadores. Vejo hist\u00f3rias. Da esquerda para a direita, em p\u00e9: Faisca &#8211; que nome para um atacante! Devia ser r\u00e1pido como um raio. Chic\u00e3o Miranda &#8211; sobrenome conhecido em Santa Gertrudes, fam\u00edlia de raiz. Duca Tonon &#8211; o &#8220;Duca&#8221;, apelido carinhoso que s\u00f3 quem \u00e9 querido na cidade ganha. Italo Pagni &#8211; o italiano que montou o time, o vision\u00e1rio que transformou sonho em realidade. Zez\u00e3o Scatolin &#8211; o grandalh\u00e3o, certamente era o &#8220;pared\u00e3o&#8221; da defesa. Agachados, mais pr\u00f3ximos do ch\u00e3o, mais pr\u00f3ximos da humildade que caracterizava aqueles homens: Eca dos Santos &#8211; nome popular, gente simples, cora\u00e7\u00e3o gigante. Adilson Valvassori &#8211; sobrenome que ainda ecoa pelas ruas da cidade. Lelo Seneme &#8211; cada nome desses carrega uma fam\u00edlia, uma hist\u00f3ria, um legado. O que aquela quadra qepresentava N\u00e3o era s\u00f3 um lugar para jogar bola. Era onde os jovens se encontravam depois do trabalho na cer\u00e2mica. Era onde os pais levavam os filhos para ensinar que se ganha com humildade e se perde com dignidade. Era onde namoros come\u00e7avam, nas arquibancadas improvisadas, com a desculpa de &#8220;vim torcer pelo meu time&#8221;. A ilumina\u00e7\u00e3o do sr. Armando n\u00e3o apenas clareava a quadra, &nbsp;iluminava vidas. Os tijolos da fam\u00edlia Pascon n\u00e3o apenas sustentavam paredes &#8211; sustentavam sonhos. O terreno dos Buschinelli n\u00e3o era apenas um peda\u00e7o de ch\u00e3o, era um peda\u00e7o de futuro sendo plantado. Quando o esporte une mais que separa Aquele conflito inicial entre cinema e futsal nos ensina algo bonito: \u00e0s vezes precisamos criar espa\u00e7os para que coisas diferentes coexistam. O cinema n\u00e3o morreu. O futsal n\u00e3o foi proibido. Ambos encontraram seu lugar. E Santa Gertrudes cresceu com isso. Aprendeu que a cidade \u00e9 grande o bastante para comportar diferentes paix\u00f5es, diferentes formas de se reunir, diferentes jeitos de ser feliz. O legado que permanece Hoje, quando vemos meninos e meninas jogando futsal em Santa Gertrudes, pensemos no Dinda. Pensemos no Italo Pagni reunindo aqueles homens. Pensemos nas fam\u00edlias que doaram tijolo, terreno e luz para que um sonho se concretizasse. A quadra do UCA n\u00e3o existe mais fisicamente. Virou casa, virou passado. Mas o esp\u00edrito daquela \u00e9poca permanece cada vez que uma bola quica em qualquer quadra da cidade. O E.C. Bossa Nova pode ter ficado apenas na fotografia amarelada de 1960. Mas a bossa, a habilidade, o jeitinho, a arte de jogar bonito, &nbsp;essa continuou. Passou de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, de pai para filho, de av\u00f4 para neto. Uma homenagem necess\u00e1ria Esta hist\u00f3ria precisa ser contada. Precisa ser lembrada. Porque quando esquecemos de onde viemos, perdemos a no\u00e7\u00e3o de para onde vamos. O Dinda trouxe o futsal. As fam\u00edlias Buschinelli, Pascon e o sr. Armando Craveiro D&#8217;Almeida deram as condi\u00e7\u00f5es. O Italo Pagni montou o time. Os jogadores deram o sangue em quadra. E a popula\u00e7\u00e3o deu o mais importante: o apoio, a presen\u00e7a, o amor incondicional. Ao Faisca, ao Chic\u00e3o Miranda, ao Duca Tonon, ao Zez\u00e3o Scatolin, ao Eca dos Santos, ao Adilson Valvassori, ao Lelo Seneme, onde quer que estejam hoje, a fam\u00edlia gertrudense agradece dizendo: muito obrigado. Voc\u00eas n\u00e3o<\/p>\n\t\t<\/div>\n\t\t\n\t\t<a class=\"elementor-post__read-more\" href=\"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/index.php\/2026\/03\/11\/quando-o-futsal-venceu-o-cinema-a-historia-emocionante-do-bossa-nova-em-santa-gertrudes\/\" aria-label=\"Leia mais sobre Quando o Futsal venceu o Cinema: A hist\u00f3ria emocionante do Bossa Nova em Santa Gertrudes\" tabindex=\"-1\">\n\t\t\tLeia Mais \u00bb\t\t<\/a>\n\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/article>\n\t\t\t\t<article class=\"elementor-post elementor-grid-item post-704 post type-post status-publish format-standard has-post-thumbnail hentry category-da-placa-ao-arquivo category-historia\" role=\"listitem\">\n\t\t\t\t<a class=\"elementor-post__thumbnail__link\" href=\"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/index.php\/2026\/03\/06\/por-que-a-escola-leva-o-nome-de-coronel-jose-levy-a-historia-que-poucos-conhecem\/\" tabindex=\"-1\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-post__thumbnail\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"200\" src=\"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/celjoselevytanoarquivo-300x200.png\" class=\"attachment-medium size-medium wp-image-705\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/celjoselevytanoarquivo-300x200.png 300w, https:\/\/tanoarquivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/celjoselevytanoarquivo-1024x683.png 1024w, https:\/\/tanoarquivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/celjoselevytanoarquivo-768x512.png 768w, https:\/\/tanoarquivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/celjoselevytanoarquivo.png 1200w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/div>\n\t\t<\/a>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-post__text\">\n\t\t\t\t<h3 class=\"elementor-post__title\">\n\t\t\t<a href=\"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/index.php\/2026\/03\/06\/por-que-a-escola-leva-o-nome-de-coronel-jose-levy-a-historia-que-poucos-conhecem\/\">\n\t\t\t\tPor que a escola leva o nome de Coronel Jos\u00e9 Levy? A hist\u00f3ria que poucos conhecem\t\t\t<\/a>\n\t\t<\/h3>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-post__meta-data\">\n\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-post-date\">\n\t\t\t6 de mar\u00e7o de 2026\t\t<\/span>\n\t\t\t\t<span class=\"elementor-post-avatar\">\n\t\t\tNenhum coment\u00e1rio\t\t<\/span>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-post__excerpt\">\n\t\t\t<p>Nem sempre prestamos aten\u00e7\u00e3o nos nomes que est\u00e3o nas placas das escolas, ruas ou pr\u00e9dios p\u00fablicos. Eles fazem parte do cotidiano da cidade, mas muitas vezes escondem hist\u00f3rias curiosas, personagens importantes e acontecimentos que ajudaram a formar a identidade do lugar onde vivemos. Pensando nisso, o projeto T\u00e1 no Arquivo lan\u00e7a uma nova editoria dedicada a investigar a origem desses nomes. A proposta \u00e9 simples: sair da placa e ir at\u00e9 os documentos, jornais antigos, livros e registros hist\u00f3ricos para descobrir quem foram essas pessoas e por que seus nomes ficaram gravados na mem\u00f3ria da cidade. Em cada reportagem, o leitor vai encontrar curiosidades, fatos pouco conhecidos e detalhes hist\u00f3ricos que ajudam a entender melhor a trajet\u00f3ria dessas figuras e o contexto da \u00e9poca em que viveram. Muitas vezes, por tr\u00e1s de um nome aparentemente comum, existe uma hist\u00f3ria surpreendente. E a primeira viagem ao passado come\u00e7a com uma pergunta que muitos j\u00e1 fizeram ao passar em frente ao pr\u00e9dio da escola: por que ela leva o nome de Coronel Jos\u00e9 Levy? A resposta est\u00e1 guardada em documentos, jornais antigos e registros hist\u00f3ricos que revelam uma trajet\u00f3ria que atravessa gera\u00e7\u00f5es. Este foi tamb\u00e9m o primeiro pr\u00e9dio p\u00fablico a receber um nome por lei estadual em Cordeiro Antes de virar placa, ele virou decreto.Antes do decreto, virou mem\u00f3ria coletiva. Em 14 de novembro de 1935, o Governo do Estado autorizava oficialmente que o Grupo Escolar de Cordeiro, Escolas Reunidas passasse a se chamar \u201cCoronel Jos\u00e9 Levy\u201d. N\u00e3o era apenas uma homenagem protocolar.Era um gesto pol\u00edtico, educacional e simb\u00f3lico. E talvez, muito provavelmente, o primeiro pr\u00e9dio p\u00fablico local a receber denomina\u00e7\u00e3o por meio de despacho estadual formal. A pergunta que nos move \u00e9 simples:quem foi o homem que mereceu esse gesto? &nbsp;Da Alemanha ao interior paulista Jos\u00e9 Levy nasceu em 26 de fevereiro de 1849, em Bollendorf, na regi\u00e3o da Ren\u00e2nia, Alemanha. Veio ao Brasil ainda crian\u00e7a.Sete anos de idade.Sem saber que pisaria numa terra que mudaria seu destino \u2014 e o da pr\u00f3pria regi\u00e3o. Chegou \u00e0 famosa Fazenda Ibicaba, ent\u00e3o vinculada ao Senador Nicolau Vergueiro. Ibicaba era mais que uma fazenda. Era laborat\u00f3rio de imigra\u00e7\u00e3o europeia, modelo agr\u00edcola e palco de conflitos hist\u00f3ricos envolvendo colonos. Jos\u00e9 Levy cresceu ali.Aprendeu o idioma.Aprendeu a lavoura.Aprendeu a sobreviver. Naturalizou-se brasileiro em 1885.Mas sua brasilidade come\u00e7ou muito antes disso. &nbsp;A Fazenda Ibicaba nas m\u00e3os de Levy Em dezembro de 1888, poucos meses ap\u00f3s a Aboli\u00e7\u00e3o da Escravid\u00e3o, Jos\u00e9 Levy adquiriu a Fazenda Ibicaba em hasta p\u00fablica. Valor registrado: Trezentos Contos e Cinco Mil R\u00e9is.Uma fortuna para a \u00e9poca. Ele n\u00e3o comprava apenas terras.Comprava um s\u00edmbolo do ciclo do caf\u00e9. Sob sua administra\u00e7\u00e3o, Ibicaba se tornou refer\u00eancia em produ\u00e7\u00e3o cafeeira e organiza\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. Transformou-se em uma das mais florescentes lavouras do pa\u00eds no in\u00edcio do s\u00e9culo XX. Curiosidade pouco mencionada:Foi nesse solo que, em 1889, hospedaram-se Dom Pedro II, a Imperatriz Teresa Cristina, a Princesa Isabel e o Conde D\u2019Eu. A fazenda era rota da hist\u00f3ria nacional. Do campo ao sistema financeiro Pouco se fala, mas Levy tamb\u00e9m foi pioneiro na \u00e1rea banc\u00e1ria em Limeira. Criou casa banc\u00e1ria pr\u00f3pria e participou da funda\u00e7\u00e3o da Sociedade An\u00f4nima Levy. Em uma \u00e9poca sem bancos estruturados como conhecemos hoje, essas casas comerciais financiavam produ\u00e7\u00e3o, exporta\u00e7\u00e3o e infraestrutura. Ele n\u00e3o era apenas agricultor.Era estrategista econ\u00f4mico. Vida p\u00fablica e protagonismo local Jos\u00e9 Levy foi Juiz de Paz de Cordeiro.Participou do primeiro movimento autonomista do distrito, em 1902. Quando Cordeiro ainda era Distrito de Paz subordinado a Limeira, ele j\u00e1 atuava politicamente em defesa da organiza\u00e7\u00e3o local. Foi Capit\u00e3o da Guarda Nacional. Depois, Coronel. O t\u00edtulo militar, na \u00e9poca, era tamb\u00e9m t\u00edtulo social. Indicava influ\u00eancia e lideran\u00e7a. Na pol\u00edtica, alinhou-se ao Partido Republicano Paulista \u2014 o partido que dominou o cen\u00e1rio pol\u00edtico paulista durante a Primeira Rep\u00fablica. &nbsp;Por que uma escola recebeu seu nome? Aqui est\u00e1 um ponto essencial. Em 1935, o povo de Cordeir\u00f3polis, liderado pelo Vig\u00e1rio Padre Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio, encaminhou memorial ao Secret\u00e1rio da Educa\u00e7\u00e3o do Estado solicitando que o Grupo Escolar local recebesse o nome de Jos\u00e9 Levy. Isso revela algo importante: N\u00e3o foi uma imposi\u00e7\u00e3o de cima para baixo.Foi uma demanda da comunidade. A escola era s\u00edmbolo de futuro.Dar a ela o nome de Levy era associar educa\u00e7\u00e3o a trabalho, disciplina, empreendedorismo e progresso. O despacho estadual autorizou.E o nome entrou para o patrim\u00f4nio p\u00fablico. O homem \u00edntimo por tr\u00e1s da figura p\u00fablica Entre os documentos preservados, encontramos uma carta manuscrita ao neto C\u00e1ssio. Ali, o coronel n\u00e3o fala como autoridade.Fala como av\u00f4. A letra inclinada revela cuidado.Ele envia lembran\u00e7as \u00e0 fam\u00edlia. Demonstra afeto. Mostra que, por tr\u00e1s das decis\u00f5es pol\u00edticas e das transa\u00e7\u00f5es financeiras, havia um homem atento aos v\u00ednculos. Tamb\u00e9m h\u00e1 requerimentos formais \u00e0 C\u00e2mara Municipal de Limeira, discutindo impostos, medi\u00e7\u00f5es de terrenos nas ruas Toledo Barros, Liberdade, Visconde do Rio Branco. Esses documentos revelam outro lado: O grande propriet\u00e1rio tamb\u00e9m precisava lidar com burocracia. A repercuss\u00e3o da morte Em julho de 1935, o jornal O Limeirense publicou extensa cobertura sobre seu falecimento. Manifesta\u00e7\u00f5es de pesar vieram da Associa\u00e7\u00e3o Comercial, Sociedade Italiana, C\u00e2mara Municipal, industriais e autoridades estaduais. N\u00e3o foi apenas uma nota de rodap\u00e9.Foi manchete. Isso nos ajuda a medir o tamanho de sua influ\u00eancia regional. &nbsp;Conex\u00f5es com o desenvolvimento ferrovi\u00e1rio Entre os registros aparece documento da Companhia Estrada de Ferro de Araraquara. O interior paulista se estruturava sobre trilhos. E Levy estava inserido nesse ambiente de expans\u00e3o econ\u00f4mica. Agricultura.Com\u00e9rcio.Finan\u00e7as.Infraestrutura. Ele circulava entre todos esses setores. &nbsp;O que a placa n\u00e3o conta A placa do Grupo Escolar resume em poucas palavras uma vida que atravessou Imp\u00e9rio e Rep\u00fablica. Ela n\u00e3o conta: \u2013 Que ele foi imigrante.\u2013 Que atravessou o ciclo do caf\u00e9.\u2013 Que participou da reorganiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica local.\u2013 Que teve reconhecimento estadual formal.\u2013 Que sua trajet\u00f3ria mistura agricultura, finan\u00e7as e administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Mas o Arquivo conta. &nbsp;Por que isso importa? Porque a mem\u00f3ria urbana n\u00e3o pode ser rasa. Quando entendemos quem foi o primeiro nome oficializado por lei estadual em pr\u00e9dio p\u00fablico local, entendemos tamb\u00e9m como a cidade constru\u00eda seus s\u00edmbolos. Nomear uma escola<\/p>\n\t\t<\/div>\n\t\t\n\t\t<a class=\"elementor-post__read-more\" href=\"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/index.php\/2026\/03\/06\/por-que-a-escola-leva-o-nome-de-coronel-jose-levy-a-historia-que-poucos-conhecem\/\" aria-label=\"Leia mais sobre Por que a escola leva o nome de Coronel Jos\u00e9 Levy? A hist\u00f3ria que poucos conhecem\" tabindex=\"-1\">\n\t\t\tLeia Mais \u00bb\t\t<\/a>\n\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/article>\n\t\t\t\t<article class=\"elementor-post elementor-grid-item post-693 post type-post status-publish format-standard has-post-thumbnail hentry category-historia\" role=\"listitem\">\n\t\t\t\t<a class=\"elementor-post__thumbnail__link\" href=\"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/index.php\/2026\/02\/18\/o-dia-em-que-iracemapolis-nasceu-tiros-festa-povo-na-rua-e-a-coragem-de-virar-cidade\/\" tabindex=\"-1\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-post__thumbnail\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"200\" src=\"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/iracemapolis-300x200.png\" class=\"attachment-medium size-medium wp-image-694\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/iracemapolis-300x200.png 300w, https:\/\/tanoarquivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/iracemapolis-1024x683.png 1024w, https:\/\/tanoarquivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/iracemapolis-768x512.png 768w, https:\/\/tanoarquivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/iracemapolis.png 1536w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/div>\n\t\t<\/a>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-post__text\">\n\t\t\t\t<h3 class=\"elementor-post__title\">\n\t\t\t<a href=\"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/index.php\/2026\/02\/18\/o-dia-em-que-iracemapolis-nasceu-tiros-festa-povo-na-rua-e-a-coragem-de-virar-cidade\/\">\n\t\t\t\tO dia em que Iracem\u00e1polis nasceu: tiros, festa, povo na rua e a coragem de virar cidade\t\t\t<\/a>\n\t\t<\/h3>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-post__meta-data\">\n\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-post-date\">\n\t\t\t18 de fevereiro de 2026\t\t<\/span>\n\t\t\t\t<span class=\"elementor-post-avatar\">\n\t\t\tNenhum coment\u00e1rio\t\t<\/span>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-post__excerpt\">\n\t\t\t<p>Voc\u00ea j\u00e1 imaginou acordar com 21 tiros anunciando o nascimento da sua pr\u00f3pria cidade?\u201dPois \u00e9\u2026 foi assim que Iracem\u00e1polis come\u00e7ou sua hist\u00f3ria como munic\u00edpio. N\u00e3o foi sil\u00eancio, n\u00e3o foi discreto, n\u00e3o foi escondido. Foi explos\u00e3o, m\u00fasica, f\u00e9, gente na rua tudo ao mesmo tempo. Era 1\u00ba de janeiro de 1955. A vila ainda carregava aquele cheiro de terra molhada misturado com expectativa. As casas eram simples, a pra\u00e7a era o ponto de encontro e quase todo mundo se conhecia pelo nome. Mas naquele dia, algo mudava para sempre.O povo acordou cedo. Alguns por alegria, outros por curiosidade, outros porque\u2026 como dormir com 21 tiros abrindo a manh\u00e3? Logo depois, veio a m\u00fasica.A Corpora\u00e7\u00e3o Musical Jo\u00e3o Guilherme tomou conta da rua com uma energia que dizia sem palavras: \u201c\u00c9 hoje. \u00c9 agora. Iracem\u00e1polis est\u00e1 nascendo.\u201dGente desceu das fazendas, moradores se juntaram na pra\u00e7a, outros se penduraram nas janelas para acompanhar o que parecia mais festa que cerim\u00f4nia. Mas era cerim\u00f4nia. E das grandes. O respons\u00e1vel por conduzir tudo era o juiz Jos\u00e9 Du\u00edlio S. Nogueira de S\u00e1, enviado diretamente para instalar oficialmente o novo munic\u00edpio. Chegou com livros enormes de atas, documentos impec\u00e1veis e uma postura s\u00e9ria que impressionava quem estava acostumado ao cotidiano simples da vila. E tinha um detalhe que deixou o momento ainda maior:A R\u00e1dio Educadora de Limeira transmitia tudo ao vivo.Sim, ao vivo.Iracem\u00e1polis pequena, rec\u00e9m-nascida, com pouco mais de 5 mil moradores, era not\u00edcia regional naquele instante. A pra\u00e7a ferveu. O povo comentava, as senhoras cochichavam, as crian\u00e7as tentavam entender por que tanta agita\u00e7\u00e3o. E quando a missa campal come\u00e7ou, o clima ficou ainda mais bonito. Era f\u00e9 pura, alinhada com o desejo coletivo de prosperidade. Depois da ben\u00e7\u00e3o, veio a parte mais esperada: a posse das autoridades.E foi ali que o nome de Jos\u00e9 Chinellato ecoou pela primeira vez como prefeito da cidade.Homem respeitado, de fala firme, assumia a miss\u00e3o de conduzir a nova Iracem\u00e1polis.Ao lado dele, Luiz Ometto, outro nome querido da comunidade, assumia como vice-prefeito. O povo vibrava.Era como se, naquele instante, cada pessoa estivesse assinando junto o nascimento da cidade. E claro\u2026 nem tudo era festa. Por tr\u00e1s da emo\u00e7\u00e3o, havia desafios enormes:As ruas eram poucas e sem cal\u00e7amento.A \u00e1gua vinha de chafarizes p\u00fablicos.O com\u00e9rcio ainda engatinhava.Havia 80 caminh\u00f5es, mas mais de 300 ve\u00edculos de tra\u00e7\u00e3o animal circulando pela cidade.A ilumina\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o chegava a todos os pontos.As escolas eram pequenas, os recursos eram limitados. Mas sabe o que sustentava tudo?A cren\u00e7a de que agora era poss\u00edvel melhorar, porque a cidade tinha dono: o pr\u00f3prio povo. Naquele 1\u00ba de janeiro de 1955, Iracem\u00e1polis n\u00e3o ganhou s\u00f3 um nome e uma ata.Ganhou identidade.Ganhou voz.Ganhou o direito de escrever sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria, sem depender de decis\u00f5es de fora.E cada crian\u00e7a correndo na pra\u00e7a, cada senhor segurando seu chap\u00e9u contra o sol, cada mulher com o ter\u00e7o na m\u00e3o\u2026 todos foram, sem saber, fundadores dessa nova fase. Se voc\u00ea pudesse voltar naquele dia\u2026O que diria para aquele povo que assistia a cidade nascer diante dos pr\u00f3prios olhos? Se voc\u00ea quer conhecer mais hist\u00f3rias de Iracem\u00e1polis, veja esse artifo tamb\u00e9m: &#8220;A f\u00e9 que acendeu Iracem\u00e1polis: prociss\u00f5es, promessas e as festas que paravam a cidade&#8221;. Baseado no livro \u201cIracem\u00e1polis: Fatos e Retratos\u201d, de Jos\u00e9 Zanardo (2008).<\/p>\n\t\t<\/div>\n\t\t\n\t\t<a class=\"elementor-post__read-more\" href=\"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/index.php\/2026\/02\/18\/o-dia-em-que-iracemapolis-nasceu-tiros-festa-povo-na-rua-e-a-coragem-de-virar-cidade\/\" aria-label=\"Leia mais sobre O dia em que Iracem\u00e1polis nasceu: tiros, festa, povo na rua e a coragem de virar cidade\" tabindex=\"-1\">\n\t\t\tLeia Mais \u00bb\t\t<\/a>\n\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/article>\n\t\t\t\t<article class=\"elementor-post elementor-grid-item post-688 post type-post status-publish format-standard has-post-thumbnail hentry category-historia\" role=\"listitem\">\n\t\t\t\t<a class=\"elementor-post__thumbnail__link\" href=\"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/index.php\/2026\/02\/13\/segredos-monstros-e-linguicas-o-carnaval-mais-estranho-e-fascinante-do-brasil\/\" tabindex=\"-1\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-post__thumbnail\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"200\" src=\"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Segredos-monstros-e-linguicas-O-Carnaval-mais-estranho-e-fascinante-do-Brasil-300x200.png\" class=\"attachment-medium size-medium wp-image-689\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Segredos-monstros-e-linguicas-O-Carnaval-mais-estranho-e-fascinante-do-Brasil-300x200.png 300w, https:\/\/tanoarquivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Segredos-monstros-e-linguicas-O-Carnaval-mais-estranho-e-fascinante-do-Brasil-1024x683.png 1024w, https:\/\/tanoarquivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Segredos-monstros-e-linguicas-O-Carnaval-mais-estranho-e-fascinante-do-Brasil-768x512.png 768w, https:\/\/tanoarquivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Segredos-monstros-e-linguicas-O-Carnaval-mais-estranho-e-fascinante-do-Brasil.png 1200w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/div>\n\t\t<\/a>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-post__text\">\n\t\t\t\t<h3 class=\"elementor-post__title\">\n\t\t\t<a href=\"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/index.php\/2026\/02\/13\/segredos-monstros-e-linguicas-o-carnaval-mais-estranho-e-fascinante-do-brasil\/\">\n\t\t\t\tSegredos, monstros e lingui\u00e7as: O Carnaval mais estranho e fascinante do Brasil\t\t\t<\/a>\n\t\t<\/h3>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-post__meta-data\">\n\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-post-date\">\n\t\t\t13 de fevereiro de 2026\t\t<\/span>\n\t\t\t\t<span class=\"elementor-post-avatar\">\n\t\t\tNenhum coment\u00e1rio\t\t<\/span>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-post__excerpt\">\n\t\t\t<p>Imagine um lugar onde palha\u00e7os n\u00e3o fazem rir, mas perseguem; onde monstros s\u00e3o estrelas; e onde uma lingui\u00e7a embebida em cerveja pode pousar nos seus l\u00e1bios quando voc\u00ea menos espera. N\u00e3o, voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 em um pesadelo surrealista voc\u00ea est\u00e1 no Carnaval de M\u00e1scaras da Fazenda Cresciumal, da cidade de Leme-SP; uma celebra\u00e7\u00e3o centen\u00e1ria que transforma o interior paulista em um palco de mist\u00e9rios, criatividade e tradi\u00e7\u00e3o pura. Quando imigrantes trouxeram mais Que Caf\u00e9No in\u00edcio do s\u00e9culo XX, imigrantes italianos e alem\u00e3es desembarcaram na regi\u00e3o de Leme carregando enxadas, esperan\u00e7as e algo ainda mais precioso: uma bagagem cultural repleta de mitos, alegorias e celebra\u00e7\u00f5es que atravessariam o Atl\u00e2ntico para fincar ra\u00edzes em solo brasileiro. A Fazenda Cresciumal, fundada no s\u00e9culo XIX pelo Bar\u00e3o de Souza Queiroz, tornou-se o lar desses trabalhadores, que ali plantaram muito mais que caf\u00e9 plantaram mem\u00f3rias que floresceriam por gera\u00e7\u00f5es. H\u00e1 pelo menos um s\u00e9culo, segundo estimativas da historiadora Cibele Arle, Chefe de N\u00facleo de Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico de Leme, esse carnaval rural acontece de forma quase ininterrupta, passando de av\u00f3s para pais, de pais para filhos, numa corrente viva de quatro gera\u00e7\u00f5es. Mas o que torna essa festa verdadeiramente especial n\u00e3o s\u00e3o apenas os anos acumulados \u00e9 o segredo que pulsa no cora\u00e7\u00e3o de cada fantasia. O mist\u00e9rio guardado a sete chavesAqui, as m\u00e1scaras n\u00e3o s\u00e3o apenas acess\u00f3rios. S\u00e3o obras de arte clandestinas, confeccionadas em sigilo absoluto. Nem maridos sabiam o que as esposas criavam. Nem irm\u00e3os espiavam o trabalho uns dos outros. Cada foli\u00e3o guardava seu personagem como um tesouro, revelando-o apenas no grande dia. Era e ainda \u00e9 a magia do desconhecido que alimenta a expectativa: quem ser\u00e1 o monstro por tr\u00e1s daquela m\u00e1scara assustadora? Que vizinho se esconde sob aquele traje de palha\u00e7o?Com o tempo, a festa ganhou identidade pr\u00f3pria, distanciando-se das ra\u00edzes europeias. As fantasias evolu\u00edram, incorporando a criatividade brasileira e transformando o carnaval em um espet\u00e1culo coreogr\u00e1fico \u00fanico, protagonizado por monstros que dan\u00e7am com realismo impressionante e palha\u00e7os que espalham o caos. A arte da reciclagem surrealistaNa confec\u00e7\u00e3o das m\u00e1scaras, nada era desperdi\u00e7ado. Roupas velhas, chap\u00e9us esquecidos, cascas de \u00e1rvore, folhas de bananeira, palhas e cordas desfiadas tudo o que a fazenda oferecia virava mat\u00e9ria-prima para a imagina\u00e7\u00e3o. Hoje, algumas fantasias modernas recorrem \u00e0 fibra de vidro para maior durabilidade, mas o esp\u00edrito de reaproveitamento permanece intacto. \u00c9 sustentabilidade antes mesmo de a palavra virar moda. Monstros e palha\u00e7os: uma invers\u00e3o de pap\u00e9isNo Carnaval da Cresciumal, os pap\u00e9is se invertem de forma curiosa:Os monstros s\u00e3o as estrelas criaturas impressionantes que desfilam e dan\u00e7am, arrancando aplausos e admira\u00e7\u00e3o. Quanto mais assustador, melhor.Os palha\u00e7os, por outro lado, abandonam a imagem alegre que carregam em outros contextos. Aqui, eles s\u00e3o agentes do caos: perseguem foli\u00f5es, assustam crian\u00e7as e adultos, e garantem que ningu\u00e9m fique parado por muito tempo. A pancadaria e a lingui\u00e7a da surpresaEntre as brincadeiras mais tradicionais est\u00e1 a \u201cpancadaria\u201d o arremesso de bexigas de boi infladas nas costas dos participantes, uma heran\u00e7a direta dos imigrantes. Os bexigueiros saem em persegui\u00e7\u00e3o a quem os provoca, transformando a correria em divers\u00e3o coletiva. \u00c9 adrenalina pura misturada com gargalhadas. E ent\u00e3o h\u00e1 o \u201clinguiceiro\u201d, personagem que se tornou lenda viva: um palha\u00e7o que carrega uma lingui\u00e7a calabresa embebida em cerveja e, com timing impec\u00e1vel, passa-a nos l\u00e1bios dos desatentos. A rea\u00e7\u00e3o? Uma mistura de surpresa, nojo e, inevitavelmente, risos. O sil\u00eancio que quase calou a festaEm 2006, a tradi\u00e7\u00e3o quase foi interrompida. Parte da fazenda especificamente a usina de a\u00e7\u00facar Cresciumal foi vendida a uma empresa francesa, resultando na demiss\u00e3o de muitos moradores da col\u00f4nia, incluindo os mestres artes\u00e3os das fantasias. O desfile ficou suspenso. A festa, silenciada. Mas a paix\u00e3o falou mais alto. Em 2011, como explica Cibele Arle, os foli\u00f5es decidiram que a tradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o morreria ali. O carnaval voltou a acontecer no p\u00e1tio da col\u00f4nia, aberto ao p\u00fablico na ter\u00e7a-feira de Carnaval. No ano seguinte, 2012, a festa conquistou as ruas do centro de Leme e foi oficialmente integrada ao calend\u00e1rio municipal, sendo reconhecida como patrim\u00f4nio imaterial da cidade. Uma celebra\u00e7\u00e3o que atravessa o tempo Hoje, o Carnaval de M\u00e1scaras da Cresciumal continua a encantar moradores e visitantes. Monstros dan\u00e7am, palha\u00e7os assustam, bexigas voam e lingui\u00e7as embebidas em cerveja surpreendem os incautos. Tudo isso enquanto fantasias feitas com materiais recicl\u00e1veis provam que criatividade e consci\u00eancia ecol\u00f3gica podem andar lado a lado.Mais que uma festa, como ressalta a historiadora Cibele Arle, o Carnaval da Cresciumal \u00e9 um testemunho vivo de como tradi\u00e7\u00e3o e imagina\u00e7\u00e3o podem atravessar gera\u00e7\u00f5es, mantendo viva a identidade de um povo que soube reciclar materiais, ideias e hist\u00f3rias para celebrar a vida. \u00c9 a prova de que, \u00e0s vezes, os melhores segredos s\u00e3o aqueles que, mesmo revelados, continuam a nos surpreender ano ap\u00f3s ano. Pesquisa: Cibele Arle, Historiadora\ud83d\udccd Leme, S\u00e3o Paulo | Patrim\u00f4nio Imaterial Veja tamb\u00e9m em nosso canal<\/p>\n\t\t<\/div>\n\t\t\n\t\t<a class=\"elementor-post__read-more\" href=\"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/index.php\/2026\/02\/13\/segredos-monstros-e-linguicas-o-carnaval-mais-estranho-e-fascinante-do-brasil\/\" aria-label=\"Leia mais sobre Segredos, monstros e lingui\u00e7as: O Carnaval mais estranho e fascinante do Brasil\" tabindex=\"-1\">\n\t\t\tLeia Mais \u00bb\t\t<\/a>\n\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/article>\n\t\t\t\t<article class=\"elementor-post elementor-grid-item post-679 post type-post status-publish format-standard has-post-thumbnail hentry category-historia\" role=\"listitem\">\n\t\t\t\t<a class=\"elementor-post__thumbnail__link\" href=\"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/index.php\/2026\/02\/13\/a-historia-nunca-contada-dos-herois-anonimos-dos-trilhos\/\" tabindex=\"-1\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-post__thumbnail\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"200\" src=\"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/ahistrianuncacontada-1024x683-1-300x200.png\" class=\"attachment-medium size-medium wp-image-681\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/ahistrianuncacontada-1024x683-1-300x200.png 300w, https:\/\/tanoarquivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/ahistrianuncacontada-1024x683-1-768x512.png 768w, https:\/\/tanoarquivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/ahistrianuncacontada-1024x683-1.png 1024w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/div>\n\t\t<\/a>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-post__text\">\n\t\t\t\t<h3 class=\"elementor-post__title\">\n\t\t\t<a href=\"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/index.php\/2026\/02\/13\/a-historia-nunca-contada-dos-herois-anonimos-dos-trilhos\/\">\n\t\t\t\tA hist\u00f3ria nunca contada dos her\u00f3is an\u00f4nimos dos trilhos\t\t\t<\/a>\n\t\t<\/h3>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-post__meta-data\">\n\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-post-date\">\n\t\t\t13 de fevereiro de 2026\t\t<\/span>\n\t\t\t\t<span class=\"elementor-post-avatar\">\n\t\t\tNenhum coment\u00e1rio\t\t<\/span>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-post__excerpt\">\n\t\t\t<p>Era uma manh\u00e3 comum de 1991 em Rio Claro. Fam\u00edlias aguardavam na gare, crian\u00e7as corriam entre as malas, o cheiro de caf\u00e9 quente se misturava ao aroma de \u00f3leo diesel. Ningu\u00e9m imaginava que, naquele dia, alguns homens tomariam uma decis\u00e3o que separaria dezenas de pessoas da trag\u00e9dia por apenas alguns minutos. Uma decis\u00e3o que os levaria direto para o abismo. Esta \u00e9 a hist\u00f3ria real de homens que olharam o perigo nos olhos e caminharam em sua dire\u00e7\u00e3o. N\u00e3o porque fossem tolos. Mas porque eram ferrovi\u00e1rios. Antes de prosseguirmos queremos deixar algo muito claro: n\u00e3o estamos aqui para julgar. N\u00e3o viemos apontar os dedos, distribuir culpas ou sentar na cadeira confort\u00e1vel de quem analisa o passado com a sabedoria f\u00e1cil do presente. Viemos apenas preservar a mem\u00f3ria. Honrar os homens que sangraram pelos trilhos. Contar os FATOS de uma \u00e9poca em que ser ferrovi\u00e1rio era mais que uma profiss\u00e3o, era uma identidade, um compromisso, muitas vezes um sacrif\u00edcio. Estas hist\u00f3rias precisam ser contadas. Porque quando o \u00faltimo ferrovi\u00e1rio daquela gera\u00e7\u00e3o fechar os olhos pela \u00faltima vez, essas mem\u00f3rias n\u00e3o podem morrer com ele. PRIMEIRO CAUSO: Her\u00f3is na Curva do Joia \u2013 1991 A hist\u00f3ria come\u00e7a com a narra\u00e7\u00e3o de Marcos Paulo Notaro, contada nas p\u00e1ginas do livro de \u00c2ngelo Rafael, \u201cCausos e hist\u00f3rias das ferrovias Paulistas\u201d; &nbsp;em uma tarde de conversa boa, daquelas que s\u00f3 quem viveu os trilhos sabe ter. Ex-ferrovi\u00e1rio da FERROBAN, vulcanizador de borracha e freios, Marcos tem aquele olhar de quem viu muita coisa. Quando come\u00e7ou a contar sobre 1991, h\u00e1 a percep\u00e7\u00e3o que suas m\u00e3os tremiam levemente. N\u00e3o de velhice. De mem\u00f3ria viva. \u201cFoi um desses dias que a gente nunca esquece\u201d, ele &nbsp;disse, e seu relato, confirmado por tantos outros ferrovi\u00e1rios daquela \u00e9poca, faz arrepiar da primeira \u00e0 \u00faltima palavra. A tempestade Tinha chovido. N\u00e3o aquela chuvinha de ver\u00e3o que refresca a tarde. Tinha chovido daquele jeito que s\u00f3 Deus sabe fazer no interior paulista: grosso, pesado, implac\u00e1vel. O tipo de chuva que transforma terra em lama e certezas em d\u00favidas. A \u00e1gua tinha feito o que a \u00e1gua sempre faz quando encontra terra: infiltrou-se. Silenciosa, invis\u00edvel, mortal. Por baixo do lastro da linha, onde nenhum olho humano poderia ver, ela minava o solo, transformando terra firme em armadilha. E todos na esta\u00e7\u00e3o sabiam. Voc\u00ea sentia no ar. Aquela tens\u00e3o que s\u00f3 ferrovi\u00e1rio conhece, quando a experi\u00eancia sussurra no ouvido: \u201cHoje n\u00e3o \u00e9 um dia comum.\u201d Souzinha e a primeira miss\u00e3o O Chefe da esta\u00e7\u00e3o n\u00e3o era homem de deixar trem passar sem ter certeza. Chamou dois maquinistas. Entre eles estava Arlindo de Souza, que todos conheciam carinhosamente como \u201cSouzinha\u201d. Souzinha era daqueles ferrovi\u00e1rios raiz. M\u00e3os calejadas, olhar atento, aquele tipo de homem que conhecia cada curva, cada dormente, cada suspiro dos trilhos. Ele e seu companheiro subiram em uma locomotiva \u201cBaratinha\u201d \u2013 60, talvez 70 toneladas de a\u00e7o &nbsp;e foram verificar. Imagina o sil\u00eancio dentro daquela cabine. O barulho do motor, sim. Mas aquele sil\u00eancio pesado entre dois homens que sabem que est\u00e3o indo conferir o perigo de perto. Chegaram na \u201cCurva do Joia\u201d. Nome que at\u00e9 hoje faz veteranos balan\u00e7arem a cabe\u00e7a. Souzinha sentiu. Ferrovi\u00e1rio de verdade sente essas coisas. A locomotiva pendeu. N\u00e3o muito, mas o suficiente. A terra gemeu sob o peso do metal. Sessenta toneladas avisando: \u201cEu estou fraca aqui. N\u00e3o aguento mais que isso.\u201d A mensagem estava dada. O trem de passageiros Voltaram para a esta\u00e7\u00e3o. Relataram tudo ao chefe. E foi a\u00ed que a hist\u00f3ria poderia ter terminado de forma diferente. Porque naquele exato momento, parado na gare, estava um trem de passageiros. Gente de verdade l\u00e1 dentro. Trabalhadores voltando pra casa. M\u00e3es com crian\u00e7as no colo. Estudantes com livros embaixo do bra\u00e7o. Vidas comuns, esperando apenas seguir viagem. O protocolo era claro: n\u00e3o podia passar. Mas ferrovi\u00e1rio \u00e9 curioso por natureza. N\u00e3o no sentido f\u00fatil da palavra. \u00c9 curioso porque precisa TER CERTEZA. Porque \u201cacho que n\u00e3o d\u00e1\u201d n\u00e3o \u00e9 resposta quando voc\u00ea tem centenas de vidas sob sua responsabilidade. A decis\u00e3o que mudou tudo O maquinista daquele trem de passageiros \u2013 cujo nome a hist\u00f3ria n\u00e3o guardou, mas cujo ato jamais deveria ser esquecido, tomou uma decis\u00e3o. Junto com outros ferrovi\u00e1rios, ele desengatou a locomotiva da composi\u00e7\u00e3o. Deixaram os passageiros para tr\u00e1s. Seguros. Na esta\u00e7\u00e3o. E foram sozinhos. \u201cEscoteira\u201d, eles chamam. Uma locomotiva solit\u00e1ria nos trilhos, sem vag\u00f5es, sem ningu\u00e9m al\u00e9m dos homens que a comandavam. Foram ver \u201ca real situa\u00e7\u00e3o do estrago\u201d, como diziam. Mas desta vez, a locomotiva pesava diferente. N\u00e3o eram 60 ou 70 toneladas da Baratinha. Eram 160, talvez 170 toneladas de m\u00e1quina. O momento Tente imaginar aqueles instantes finais antes da curva. O que passa pela cabe\u00e7a de um homem que sabe que vai testar o destino? Ser\u00e1 que Souzinha avisou? Ser\u00e1 que aquele maquinista, cujo nome n\u00e3o sei, sentiu a terra ceder antes de acontecer? O aterro do barranco n\u00e3o aguentou. Cedeu. E aqueles homens, junto com 170 toneladas de a\u00e7o, foram levados para baixo. O barulho deve ter ecoado por quil\u00f4metros. Metal rasgando terra, estrutura se despeda\u00e7ando, o grito agudo dos freios lutando contra a gravidade. E ent\u00e3o\u2026 o sil\u00eancio ap\u00f3s o impacto. Milagre entre os destro\u00e7os Houve feridos. Apenas feridos. Leiam de novo: APENAS feridos. Homens que ca\u00edram de uma locomotiva de 170 toneladas barranco abaixo. E sobreviveram. Mas n\u00e3o foi s\u00f3 isso. Porque se aquela locomotiva estivesse engatada\u2026 se aquele maquinista n\u00e3o tivesse tomado aquela decis\u00e3o\u2026 seriam vag\u00f5es de passageiros despencando. Seriam corpos, n\u00e3o apenas feridos. Seriam fam\u00edlias destro\u00e7adas, funerais, luto. Os her\u00f3is an\u00f4nimos Marcos Paulo olhou o autor do livro nos olhos quando terminou de contar. \u201cA gente considera eles her\u00f3is\u201d, disse. E n\u00e3o era sentimentalismo barato. Era reconhecimento. Porque esses homens poderiam ter dito n\u00e3o. Poderiam ter fechado a linha e pronto. Poderiam ter jogado a responsabilidade pra cima. Mas foram. Desengancharam os passageiros do perigo e foram eles pr\u00f3prios, de peito aberto, verificar se o caminho era seguro. Descarrilaram com uma locomotiva para que um trem inteiro n\u00e3o descarrilasse. Sa\u00edram feridos para<\/p>\n\t\t<\/div>\n\t\t\n\t\t<a class=\"elementor-post__read-more\" href=\"https:\/\/tanoarquivo.com.br\/index.php\/2026\/02\/13\/a-historia-nunca-contada-dos-herois-anonimos-dos-trilhos\/\" aria-label=\"Leia mais sobre A hist\u00f3ria nunca contada dos her\u00f3is an\u00f4nimos dos trilhos\" tabindex=\"-1\">\n\t\t\tLeia Mais \u00bb\t\t<\/a>\n\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/article>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-06e1f60 e-flex e-con-boxed wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no wpr-equal-height-no e-con e-parent\" data-id=\"06e1f60\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-71cd79d elementor-arrows-position-inside elementor-pagination-position-outside elementor-widget elementor-widget-image-carousel\" 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